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Dedini chega aos 96 anos pronta para virar a mesa PDF Print Email

Agosto de 2016

 

Dedini chega aos 96 anos pronta para virar a mesa

A Dedini Indústrias de Base completa 96 anos de fundação este mêscom o desafio de se reinventar, trabalhar para superar a crise difícil que atravessa e se manter como líder no seu segmento de atuação.

“O que nos faz olhar para frente é a compreensão de que a Dedini é um patrimônio de Piracicaba, construída pelas mãos de tantos piracicabanos que sempre amaram seu trabalho. Faremos de tudo para voltar a ser uma grande geradora de emprego, para contribuir com o progresso do Brasil”, diz Giuliano Dedini Ometto Duarte, presidente do Conselho de Administração.

O início desse novo momento foi deflagrado em agosto de 2015, com a aceitação do pedido de Recuperação Judicial, e será homologado com a aprovação do Plano de Recuperação Judicial que será votado pelos credores em assembleia.

O planejamento estratégico definido para este momento contempla o desafio de manter em dia o pagamento dos funcionários operacionais, com base no fluxo de caixa das encomendas em carteira; reduzir os custos fixos, otimizar as operações fabris e reorganizar o pessoal, revendo alguns níveis hierárquicos.

PLANO DE RECUPERAÇÃO - A proposta básica do Plano de Recuperação Judicial da Dedini é pagar integralmente, já no primeiro ano, os créditos trabalhistas, de R$ 36,56 milhões (conforme relatório original da Deloitte). Também no primeiro ano, e com valor integral, seriam pagas as rescisões trabalhistas extraconcursais, estimadas em cerca de R$ 20 milhões”, diz o consultor Alexandre Temerloglou, da Siegen, consultoria independente que assessora a Dedini em seu processo de Recuperação Judicial.

Dados coletados pela Siegen junto ao Comitê Gestor da Dedini projetam que a empresa deve atingir receita líquida operacional de R$ 306 milhões no primeiro ano de cumprimento do plano, com um crescimento anual de 1,5% ao ano nos anos seguintes.

Motivos para acreditar nessa recuperação passam pela estrutura que só a Dedini tem. Um dos destaques, segundo Giuliano Dedini Ometto, é o VC (Vaccuum Degassing)/VOD (Vacuum oxygen Decarburization), que coloca a Fundição Dedini como pioneira na produção de metal líquido.

Com a nova tecnologia, a empresa já entrou no mercado de lingotes para forjadose equipamentos para o setor de energia, e está pronta para atender ao mercado de eixos forjados em aços inoxidáveis, utilizados em siderurgia, mineração e máquinas de grande porte com alta complexidade.  Divisão-chave da empresa, a fundição também dispõe de tecnologias de ponta, tais como soldas a laser, metalurgia de aços e ligas especiais.

A empresa também é a única no país preparada para entregar a chamada “Usina chave em mãos”, uma usina completa, que incorpora conceitos de tecnologia de eficiência energética. Outra aposta são as unidades desidratadoras de sexta geração, nas quais é possível utilizar o etanol hidratado e o anidro (que se mistura na gasolina) e com esse processamento habilitar o produto a entrar no mercado norte-americano, com programa especial de redução de impostos.

Além disso, o desenvolvimento da tecnologia do etanol de milho tem atraído vários clientes pela oportunidade de desenvolver esta solução integrada ao setor agropecuário do Brasil. “A Dedini quer contribuir ativamente para a construção de um mundo mais limpo”, diz presidente do Conselho, Giuliano Dedini Ometto Duarte.

HISTÓRIA - A superação está no DNA da Dedini. Aliás, foi em meio à crise de 1929 que a oficina de consertos e reparos de peças para usinas e engenhos de açúcar, criada em 1920 pelo imigrante italiano Mario Dedini, deu um salto para se tornar um complexo mecânico metalúrgico voltado para equipamentos e manutenção das novas usinas”, conta Giuliano, que pertence à quarta geração de empresários da família que acreditam na indústria, no Brasil e na capacidade da empresa.

Durante outras crises, a empresa buscou rotas alternativas. Desenvolveu tecnologia na fabricação de plantas completas para a produção de etanol e açúcar e também para os segmentos de eletricidade, diesel e água, além de cervejarias, plantas para tratamento de efluentes, alimentos, celulose e papel, cimento, energia, fertilizantes, hidroelétricas, mineração, metalurgia, petróleo, gás, química e siderurgia, Por isso, a empresa está pronta para participar da retomada do crescimento do Brasil nos próximos ciclos econômicos.

“Chegar até aqui não foi nada fácil. Fora as crises, perdemos gente de valor. Mas continuo otimista, acredito no pioneirismo da empresa e na sua missão de ajudar o mundo a se tornar sustentável. Neste quesito, o Brasil e a Dedini sempre foram precursores”, diz Giuliano.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa MassiarelliSetto – Toda Mídia Comunicação